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Estudo confirma que doces podem causar dependência
Neurotransmissores que provocam o vício libertados com consumo de açúcar
2011-02-02


O vício em chocolate e noutros doces realmente existe, de acordo com investigadores do Instituto Central de Saúde Mental de Mannheim, na Alemanha, que procuraram compreender quando e por quê o açúcar pode causar dependência, da mesma forma que o álcool, o tabaco ou outras drogas.


Falk Kiefer, investigador que liderou o estudo que respondeu a estas questões, submeteu um grupo de voluntários com excesso de peso a ressonâncias magnéticas a fim de observar as suas reacções perante a exibição de imagens de doces, bolos e gelados.



Com estes testes, o cientista alemão constatou que as imagens activaram o mecanismo de compensação do cérebro em pessoas expostas às imagens de guloseimas.
Foi observada a libertação de dopamina, um neurotransmissor que estimula o sistema nervoso central e que também é conhecido como a “hormona da felicidade”, visto que proporciona a sensação de bem-estar. Segundo os investigadores, esta reacção é comparável aos efeitos causados pela droga e pelo álcool, cujo consumo também provoca a libertação deste neurotransmissor.

Foram ainda realizados testes com ratos “viciados em açúcar”. Quando privados deste componente, tiveram as mesmas reacções que roedores “alcoólicos” que deixaram de consumir álcool, como tremores, ansiedade e nervosismo. "Os processos que são libertados no mecanismo de compensação pelo açúcar são, de facto, comparáveis com o álcool e a nicotina", assegurou o investigador Rainer Spanagel.

Para além do mecanismo de compensação, a ingestão de grandes quantidades de açúcar promove a outros neurotransmissores, como a endorfina e opióides, responsáveis pela sensação de felicidade e pela dependência.

Rainer Spanagel acrescentou ainda que há grande probabilidade de os resultados obtidos em ratos também serem válidos para pessoas, visto que os testes com animais na área de dependência química são geralmente aplicáveis a seres humanos.


Não deixes de tomar o pequeno-almoço...


O pequeno-almoço é uma refeição importante, pois quebra o longo jejum nocturno, ajudando-nos a acordar e a começar o dia; impede que sintamos fome mais tarde e ajuda a que estejamos mais atentos na escola ou no trabalho.



Quando se come antes de sair de casa é menos provável que se engula à pressa qualquer coisa pouco saudável, a caminho da escola ou do emprego.


As crianças que não tomam pequeno-almoço ingerem até menos 40% de vitamina C e cálcio e menos 10% de ferro.

A consequência imediata de não se tomar o pequeno-almoço é a hipoglicemia, cujos sintomas são:


  • cansaço

  • perda de força

  • visão turva

  • alteração de humor

  • confusão mental

  • cefaleias

  • irritabilidade

  • tremores.

O pequeno-almoço é realmente importante para o bem-estar e saúde do índividuo.



Para realizares esta tarefa deves:

1º - Partilha connosco o teu pequeno almoço habitual.

2 º - Calcula o seu valor calórico (utiliza a ferramenta criada pelo INSA para pesquisar cada um dos alimentos - podes encontrá-la aqui).

3º - Reflecte sobre esse valor, partilhando connosco as tuas principais conclusões relativamente aos teus comportamentos e hábitos.